Trânsitos ibéricos e a chegada da Escola de Tárrega ao Brasil:
Praxedes Gil-Orozco e o violão em São Paulo (1890–1907)
DOI:
https://doi.org/10.5216/mh.v26.82190Palavras-chave:
Escola de Tárrega. Gil-Orozco. Imigração valenciana. Violão. São Paulo.Resumo
Este artigo investiga a chegada da Escola de Tárrega ao Brasil por meio da atuação de Praxedes Gil-Orozco, violonista valenciano radicado em São Paulo entre o final do século XIX e o início do XX. Ao lado de outros músicos ibéricos, como José Martinez Toboso e Alberto Baltar, Gil-Orozco figura entre os primeiros mediadores da tradição tarreghiana em São Paulo, anteriores à presença de discípulos diretos como Josefina Robledo (1917). A pesquisa articula fontes primárias — como jornais, registros civis e documentos de associação — com bibliografia historiográfica e musicológica, propondo uma nova leitura sobre os modos de circulação e recepção do violão moderno em São Paulo. Ao situar a Escola de Tárrega nos circuitos migrantes da Paulicéia em formação, o artigo contribui para o reconhecimento da atuação desses músicos na constituição do violão brasileiro.








