FAZERSABER COMO ATITUDE EPISTEMOLÓGICA CONTRACOLONIAL: ANCESTRALIDADE, TERRITÓRIO E APRENDIZAGEM COLETIVA NO COCO DE RODA CHINELO DE PAU
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v51i2.86608Palavras-chave:
Fazersaber; Educação Cultural; Epistemologias Contracoloniais; Coco de Roda.Resumo
O artigo discute o fazersaber como atitude epistemológica contracolonial a partir da experiência do grupo de coco de roda Chinelo de Pau, do bairro do Passarinho, no Recife (PE). Partindo da questão sobre como se organizam os processos de aprendizagem produzidos nas práticas culturais do coco de roda, a pesquisa objetivou compreender como o fazersaber pode se constituir enquanto atitude epistemológica contracolonial. Adotando uma abordagem qualitativa com observação participante, entrevistas individuais e coletivas, buscou-se compreender as percepções dos participantes acerca do coco de roda, da ancestralidade, do território e dos processos de aprendizagem vivenciados no grupo tomando depoimentos de integrantes atuais, ex-integrantes, lideranças comunitárias e colaboradores vinculados às práticas culturais e religiosas presentes no território. Ao interpretar as noções que emergiram dos depoimentos, como ancestralidade, território, corpo, oralidade e convivência comunitária, à luz de autores como Walsh, Sodré, Bispo dos Santos e Krenak, concluiu-se que o fazersaber constitui uma ruptura com paradigmas epistemológicos eurocentrados ao afirmar formas de conhecimento em que o aprender significa participar da roda, compartilhar memórias, atualizar ancestralidades e produzir modos coletivos de existir.
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