REPRESENTAÇÕES DO PORTUGUÊS ESCRITO L2 E DO BILINGUISMO: O QUE DIZEM OS SURDOS 50+ PARTICIPANTES DO INVENTÁRIO DE LIBRAS DE RIO BRANCO
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v51i2.86573Palavras-chave:
Educação de Surdos; Bilinguismo; Análise Textual Discursiva; Acre.Resumo
Este artigo analisa a importância atribuída ao português escrito como segunda língua e a autodeclaração de bilinguismo de oito pessoas surdas com 50 anos ou mais, residentes em Rio Branco, Acre. De natureza qualitativa, a pesquisa utiliza a Análise Textual Discursiva em entrevistas de um inventário linguístico local. Os resultados revelam diferentes formas de autopercepção linguística: quatro participantes, com formação superior e atuação associativa, declararam-se bilíngues; três, com menor escolarização, não se reconheceram assim; e uma apresentou percepção ambivalente. Os dados sugerem relações entre trajetórias educacionais, participação comunitária e autopercepção de bilinguismo, sem permitir estabelecer causalidade. Conclui-se que essa autopercepção se relaciona às experiências sociais e educacionais.
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