REPRESENTAÇÕES DO PORTUGUÊS ESCRITO L2 E DO BILINGUISMO: O QUE DIZEM OS SURDOS 50+ PARTICIPANTES DO INVENTÁRIO DE LIBRAS DE RIO BRANCO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ia.v51i2.86573

Palavras-chave:

Educação de Surdos; Bilinguismo; Análise Textual Discursiva; Acre.

Resumo

Este artigo analisa a importância atribuída ao português escrito como segunda língua e a autodeclaração de bilinguismo de oito pessoas surdas com 50 anos ou mais, residentes em Rio Branco, Acre. De natureza qualitativa, a pesquisa utiliza a Análise Textual Discursiva em entrevistas de um inventário linguístico local. Os resultados revelam diferentes formas de autopercepção linguística: quatro participantes, com formação superior e atuação associativa, declararam-se bilíngues; três, com menor escolarização, não se reconheceram assim; e uma apresentou percepção ambivalente. Os dados sugerem relações entre trajetórias educacionais, participação comunitária e autopercepção de bilinguismo, sem permitir estabelecer causalidade. Conclui-se que essa autopercepção se relaciona às experiências sociais e educacionais.

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Biografia do Autor

Alexandre Melo de Sousa, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, Alagoas, Brasil, alexlinguista@gmail.com

Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com pós-doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor Titular na Universidade Federal de Alagoas (UFA), atuando no Letras-Libras. Tem experiência na área da Linguística Aplicada à Língua Brasileira de Sinais e na área da Educação de Surdos. Líder do Grupo de Pesquisa Educação de Surdos, Libras e Inclusão (G-ESLIN). Coordenou o Inventário de Libras de Rio Branco, Acre. Coordena o Atlas Toponímico em Libras do Brasil (ATLiB).

Jânio Nunes dos Santos, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, Alagoas, Brasil, janio.santos@fale.ufal.br

Doutor em Educação pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atuando no curso de Letras-Libras. Tem experiência na área da Educação de Surdos. Vice-líder do Grupo de Pesquisa Educação de Surdos, Libras e Inclusão (G-ESLIN).

Higor Soares Pereira , Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, Alagoas, Brasil, higorsoarespereira@gmail.com

Mestrando em Linguística e Literatura pela Universidade Federal de Alagoas (UFA). Graduado em Educação Física pela (UniNorte). É Tradutor e Intérprete de Libras na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Integra o Grupo de Pesquisa Educação de Surdos, Libras e Inclusão (G-ESLIN).

Israel Queiroz de Lima, Universidade Federal do Acre (UFAC), Rio Branco, Acre, Brasil, israel.lima@ufac.br

Doutor em Linguística pela Universidade do Estado do Mato Grosso (UFMT). Professor de Libras da Universidade Federal do Acre (UFA), atuando no Letras-Libras. Tem experiência na área da Linguística Aplicada à Língua Brasileira de Sinais e na área da Educação de Surdos. Integra o Grupo de Pesquisa Educação de Surdos, Libras e Inclusão (G-ESLIN). Integrou o projeto Inventário de Libras de Rio Branco, Acre. Integra o projeto Atlas Toponímico em Libras do Brasil (ATLiB).

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Publicado

2026-08-27 — Atualizado em 2026-08-27

Versões

Como Citar

MELO DE SOUSA, Alexandre; NUNES DOS SANTOS, Jânio; SOARES PEREIRA, Higor; QUEIROZ DE LIMA, Israel. REPRESENTAÇÕES DO PORTUGUÊS ESCRITO L2 E DO BILINGUISMO: O QUE DIZEM OS SURDOS 50+ PARTICIPANTES DO INVENTÁRIO DE LIBRAS DE RIO BRANCO. Revista Inter-Ação, Goiânia, v. 51, n. 2, 2026. DOI: 10.5216/ia.v51i2.86573. Disponível em: http://revistas.ufg.br/interacao/article/view/86573. Acesso em: 15 set. 2026.

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