PEDAGOGIA CRÍTICA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA: FUNDAMENTOS PARA UMA FORMAÇÃO DOCENTE EMANCIPATÓRIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.5216/ia.v51i2.86100Palavras-chave:
Inteligência Artificial Generativa; Formação Docente; Pedagogia Crítica; Alienação do Trabalho Docente.Resumo
Este artigo examina os fundamentos teórico-filosóficos que devem orientar a formação de professoras e professores da educação básica pública diante da expansão da inteligência artificial generativa (IAG) nas práticas pedagógicas. Com base em Álvaro Vieira Pinto, Paulo Freire, Dermeval Saviani e Andrew Feenberg, e em diálogo com Neil Selwyn e Ben Williamson, argumenta-se que o debate sobre IAG na educação permanece capturado por uma racionalidade tecnicista que silencia as dimensões políticas, econômicas e filosóficas do fenômeno. Propõe-se um framework de formação docente emancipatória estruturado em três eixos: a desmistificação do exogenismo tecnológico, a compreensão crítica da IAG como forma contemporânea de alienação do trabalho pedagógico e a reapropriação democrática da tecnologia como prática de liberdade. Conclui-se que a crítica só se completa em seu momento afirmativo: subordinar a IAG à intencionalidade pedagógica e à socialização do saber elaborado.
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