Colonização de trabalhadores de áreas de apoio hospitalar por Staphylococcus sp.: aspectos epidemiológicos e microbiológicos

Larissa Oliveira Rocha Vilefort, Lara Stefânia Netto de Oliveira Leão Vasconcelos, Dayane de Melo Costa, Ana Beatriz Mori Lima, Edgar Berquó Peleja, Marinésia Aparecida do Prado

Resumo


Objetivou-se determinar a prevalência de trabalhadores colonizados por Staphylococcus sp., identificar preditores à colonização e avaliar a suscetibilidade aos antimicrobianos dos isolados. Realizou-se aplicação de questionário e coleta de saliva de 130 trabalhadores de áreas de apoio de uma instituição oncológica. Análise microbiológica foi realizada segundo procedimentos padronizados. A prevalência de trabalhadores colonizados por Staphylococcus sp. foi 37,7%, sendo a maioria dos isolados Staphylococcus coagulase-negative. Resistência à meticilina foi detectada em 35,1% dos Staphylococcus coagulase-negative, sendo 12 S. epidermidis e um S. haemolyticus, destes 92,3% possuíam gene mecA. Todos S. aureus foram sensíveis à meticilina. Turno e setor de trabalho foram identificados como preditores para colonização. A colonização de trabalhadores de áreas de apoio que assistem pacientes oncológicos indica que também sejam alvos de políticas de saúde ocupacional que deveriam incluir medidas pré e pós-colonização a serem investigadas/discutidas em estudos futuros com vistas à segurança do trabalhador e do paciente.

Palavras-chave


Staphylococcus; Resistência a Meticilina; Serviços Hospitalares; Saúde do Trabalhador; Cuidados de Enfermagem

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DOI: http://dx.doi.org/10.5216/ree.v18.29766

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